Relacionamentos não quebram de repente. Eles se desgastam em silêncio.
Quando o problema não é o outro, é o padrão que você repete com ele
Você pode estar sofrendo por relacionamentos sem entender por quê
O que muda quando você para de fugir dos seus padrões relacionais
Terapia de casal ou individual, qual escolher?
Depende do momento. Se há um conflito específico no relacionamento que os dois reconhecem e querem trabalhar juntos, a terapia de casal pode ser indicada, mas não é um formato que ofereço. O que ofereço é terapia individual com foco relacional: trabalhar a sua parte no vínculo, os seus padrões, a sua forma de se comunicar e de se posicionar. Na maioria dos casos, quando uma das partes muda, a dinâmica do relacionamento também muda.
Posso fazer terapia focada em relacionamentos mesmo estando solteiro?
Sim, e muitas vezes é o melhor momento para isso. Trabalhar os padrões relacionais fora de um vínculo ativo permite mais clareza e menos defesa. Entender por que os relacionamentos anteriores terminaram da forma que terminaram é uma das formas mais eficazes de evitar repetir o mesmo ciclo no próximo.
Quanto tempo leva para ver mudanças reais?
Depende da profundidade dos padrões e do comprometimento com o processo. Algumas percepções surgem nas primeiras sessões. Mudanças mais estruturais, na forma de se comunicar, de estabelecer limites, de reagir em conflitos — costumam levar alguns meses de trabalho consistente. Não há atalho, mas o processo tem direção.
Você atende casos de término de relacionamento e luto afetivo?
Sim. Términos, traições, separações e perdas relacionais são algumas das demandas mais comuns. O luto afetivo é real e muitas vezes subestimado — tanto por quem o vive quanto pelo entorno. É um processo que merece atenção terapêutica, não apenas tempo.
Como a abordagem junguiana ajuda em questões de relacionamento?
Jung propõe que muito do que vivemos nos relacionamentos é reflexo de conteúdos inconscientes que projetamos no outro. Reconhecer essas projeções, o que você espera que o outro seja, o que teme que ele represente, é uma das ferramentas mais poderosas para compreender por que certos padrões se repetem. Isso, combinado com intervenções mais práticas da TCC, oferece tanto profundidade quanto direção.
Você atende casos de dependência emocional?
Sim. A dependência emocional é uma das manifestações mais frequentes de padrões relacionais construídos na infância, e uma das que mais causam sofrimento na vida adulta. O trabalho terapêutico aqui é lento e exige confiança no processo, mas é possível desenvolver vínculos mais saudáveis sem abrir mão da intimidade.
Atende conflitos relacionais no ambiente de trabalho?
Sim. Dificuldades de posicionamento com lideranças, conflitos com colegas, incapacidade de estabelecer limites profissionais, tudo isso tem raízes relacionais e pode ser trabalhado em terapia. O ambiente de trabalho é um dos lugares onde os padrões relacionais mais aparecem com clareza, justamente porque há hierarquia, pressão e exposição constante.
É possível melhorar um relacionamento em crise sem que o outro faça terapia?
Sim. Quando uma das partes muda a forma de se comunicar, de reagir e de se posicionar, a dinâmica do relacionamento inevitavelmente se altera. O outro pode ou não acompanhar essa mudança, e isso também revela algo importante sobre o vínculo. De qualquer forma, o trabalho sobre si mesmo nunca é perdido, independentemente do que aconteça com o relacionamento.

